A 22ª Vara Federal de Causas Surreais concedeu liminar permitindo ao ator, modelo e cigano-Igor, Ricardo Macchi, a cobrança de uma taxa de 45% sobre o preço de cada garrafa produzida por cervejarias brasileiras que se intitulem “ciganas”.

Em sua conta do Facebook, ele falou sobre o caso e não descarta lançar a sua marca.

-Eu sou cigano há décadas, o único legítimo de fato no Brasil. Não está certo usarem o nome que eu criei no Brasil para vender cerveja cara. Agora, com ajuda do corpo jurídico do Comendador, resgatei a minha marca e quem quiser usar terá que me pagar com muito ouro. Tenho um primo cervejeiro que tem um blog sobre cerveja, e ele me deu a ideia de lançar a Cervejaria Cigana Igor – afirmou ele, acrescentando: “#SaudadesDara #CervejeiroCiganodeVerdade #Chupaianca”.

Cervejeiros artesanais protestaram contra a medida. Cinco cartas abertas foram postadas no Facebook por associações do setor.

-Eu não era nem nascido quando essa novela foi produzida. Mó vacilo – analisou João Marcelo, cervejeiro da 3Cariocas, de 18 anos.

Como os impostos federais já representam 60% do preço final ao consumidor, segundo especialistas, os cervejeiros deverão sentir o impacto no bolso.

-Estimamos que os cervejeiros ciganos passarão a ter lucro negativo de 5% – afirmou o economista da Fundação Grana Viva (FGV). – O lucro negativo, à primeira vista, pode parecer algo… negativo, como o nome diz, mas é a mesma coisa que o lucro normal. Só que ao contrário – explicou (ou quase).

O Governo Federal, sócio majoritário das cervejarias ciganas brasileiras, ainda não se pronunciou sobre o caso. Uma fonte do Planalto com acesso ao gabinete presidencial, no entanto, adiantou que a medida foi bem recebida:

-É preciso proteger o direito do cidadão à sua imagem fictícia da ganância destes cervejeiros artesanais milionários – afirmou a fonte.

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