O DMS (Departamento Mais Sommelier) acaba de lançar um projeto que vem gerando polêmica e forte reação de apoio da banca evangélica. Cansados de produzir Maria Louca, os detentos solicitaram cursos de produção de cerveja e serão atendidos. Depois de enviar profissionais gabaritados para Cuba, o Governo Federal agora aposta nesta arte milenar como forma de reintegração social de presos.

-Precisamos dar condição do detento ter uma vida normal após a liberdade. Hoje, segundo nossa pesquisa, três em cada dois brasileiros fazem cerveja caseira, e queremos dar dignidade a essas pessoas, de beber cervejas artesanais e postar fotos nas comunidade da internet – afirmou Dias Cetil, líder da bancada amanteigada na Câmara.

A primeira unidade a ingressar no programa foi Bangu 2, que recebeu aulas de homebrewing com os importantes professores da Simatah, Ruiz Martelo e Alejandro Gongolo. Os detentos estão empolgados com a possibilidade de entrar na moda, como confirma o preso que não quis se identificar:

-O bagulho aqui tá nórotico, tá ligado? Agora nois tá curtindo uns simcoe, citra. É mais na pegada americana, que combina com os iPhone e os Nike que nois usa na cadeia. Outro dia um maluco mandou uma caseira cheia de butírico, e nois passou ele. Tem que ter respeito pela cultura cervejeira!

O projeto de ressocialização vem dando fruto, mesmo em tão pouco tempo. O ex-detento Amar Willow já está lançando a sua cervejaria cigana, a quadragésima quinta nova marca carioca deste mês. Ela será distribuída apenas em cadeia não refrigerada.

-Essa eu desenvolvi lá dentro mesmo. A Bangubeel é uma Belgian Dubbel feita com maltes selecionados, lúpulos importados e maturada em barril de Maria Louca.

Mas nem tudo são flores. O estoque da cozinha tem sofrido seguidos furtos de arroz e milho para os presidiários tentarem clonar Itaipava e Antártica Sub-Zero.

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