A última terça-feira foi um dia difícil no Vale do Etílico, região da Califórnia onde está localizado a sede administrativa do BJCP, responsável pela classificação das cervejas. A confusão começou quando, nas telas dos computadores, apareceu o surgimento  de uma receita chamada “Imperial Session Black Índia Pale Lager”, vinda de São Paulo.

-As telas dos computadores começaram a piscar sem parar, ficaram verdes, depois roxas, o sistema reiniciou e voltou totalmente desconfigurado. Foi terrível! Tecnicamente, o que houve foi uma saturação de informações, já que nosso sistema é capaz de reconhecer apenas 12.789 – informou um funcionário, que preferiu não se identificar.

Em São Paulo, a notícia não foi bem recebida, especialmente pela Cervejaria Umbanda, responsável pelo ousado novo estilo, em parceria com o sábio Oráculo Cervejeiro.

-Não vejo razão disso acontecer, já que nossa receita visa a atender o paladar brasileiro, que ultimamente vem aprimorando e exigindo estilos mais complexos, que é o caso da Imperial. Porém o nosso clima tropical pede uma Session. Já a black se dá pela cor negra mesmo, sendo que o Pale consta apenas para o consumidor fazer alusão à cerveja especial. Lager se dá pelo processo de fermentação. Isso tudo sem contar que o conceito de ” Imperial Session” tem tudo para atender à nova estação do ano na região sudeste: a Frente Fria – justificou Vandré Reme, responsável pela Cervejaria Umbanda.

Além de inovar na criação de estilos, a Umbanda tem como característica a adoção de nomes criativos e divertidos nas suas cervejas.

-Nossa Imperial Session Black Índia Pale Lager se chamará “Chora BJCP”, e estamos bem animados – provocou Vandré.

Anúncios