Depois de prestar grande serviço à cultura cervejeira com o programa de reabilitação para Çommeliê viciado em merchandising, o DMS (Departamento Mais Sommelier) oferece novo recurso para essa categoria de profissionais: um programa de reciclagem para Çommeliê que indica “cerveja de mulher”. O primeiro beneficiado pelo programa, que não quis se identificar por acreditar que não existe machismo no meio cervejeiro, falou ao Cervejonalista sobre sua experiência.

-Foi tudo muito rápido. Eu estava atendendo clientes numa mesa, ofereci uma Kriek Bier para as mulheres e servi os homens com uma Imperial India Pale Ale falando que “essa é para os fortes”. Nisso veio uma equipe, me imobilizou, me colocou num carro e a partir daí só me lembro de ter acordado numa sala de aula tendo o que eles chamam de curso de reciclagem. Onde já se viu?! Agora, só porque eu já sei o que a mulher quer antes mesmo de eu perguntar a ela sobre suas preferências, sou machista?!? Fala sério! Pensar isso é coisa de dona de casa desocupada que acompanha novela e adora um drama! Vai procurar uma louça pra lavar! Quero ver se o chefe do DMS tem a honra de um homem para falar na minha cara que sou machista! – afirmou “Y”, que se formou pela DoHomens Academy.

Em nota, o DMS apontou os principais fatores que motivaram a iniciativa.

-Fala que “Heineken é muito amarga”, e diz que “cerveja artesanal é frescura e coisa de mulher”. Esse é o primeiro indício de um mal que assola nossa sociedade, e não obstante, o meio cervejeiro. Depois começa a beber Weiss e dar Stella para a mulher, porque “Weiss é muito encorpada”. Não demora muito e está bebendo IPA, pintando a barba de verde, tatuando lúpulo no braço e classificando as cervejas mais adocicadas como “cerveja de mulher”. Machão, sabe aquela Doppelbock de 14%ABV que você pensa duas vezes antes de beber porque “vai te derrubar cedo”? Então, ela é doce! – explicou o DMS.

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