A PM (Polícia Mamada) do Rio de Janeiro confundiu, no último final de semana, a explosão de garrafas de cerveja caseira com um atentado terrorista. O homebrewer Odair Brecht exagerou no primming, o que ocasionou, num curto espaço de tempo, a explosão de algumas garrafas de sua última produção. Policiais que faziam ronda em seu bairro confundiram o barulho com uma possível detonação de explosivos, gerando a imediata invasão por parte dos PMs na casa de Odair. A confusão aumentou mais ainda porque, na hora da invasão, Odair realizava a pré produção de uma brassagem que aconteceria no dia seguinte. A furadeira que usava para moer o malte foi confundida com um revólver, o que levou os policiais a efetuarem três disparos para o alto.

-O meliante apresentou resistência. No momento de nossa entrada, ele portava um revólver que apontava seu “bico” numa caixa metálica, e certamente isso era para aperfeiçoar a mira. Fizemos revista e encontramos uma geladeira permeada por tubos não identificados, e dentro dela baldes com um objeto por cima também não identificado, porém que borbulhava sem parar. Suspeitamos de que seja um experimento científico para a formulação de um novo tipo de bomba nuclear. A surpresa maior foi quando observamos uma embalagem vedada sobre a mesa de centro da sala do suspeito, e nela estava escrito “lúpulo”, porém em letra menor, na parte de propriedades, constava “alfa-ácido”, e dentro continha, pasmem, maconha! Considerando as evidências de crimes cometidos com base de conhecimentos científicos avançados, obviamente estamos diante de uma nova droga sintética perigosíssima, que mistura maconha, ácido e esse tal de lúpulo, que ainda não sabemos o que é, mas vamos descobrir! – afirmou o Tenente Ubirratan, responsável pela operação.

Odair Brecht, que agora aguarda julgamento em liberdade, falou ao Cervejonalista sobre sua situação.

-Tentei explicar para as autoridades que eu na verdade faço cerveja em casa, então eles pediram para experimentar. O problema é que cuspiram e disseram que não era cerveja, e que mais parecia chá de boldo. Então resolvi oferecer uma garrafa de Pilsen da brassagem anterior. Beberam e gostaram, só que piorou minha situação, pois agora respondo por fabricação de bomba caseira, elaboração de droga sintética e falsificação de cerveja, uma vez que os policiais acreditaram que, por estar numa garrafa reaproveitável, eu venderia aquilo como se fosse Brahma – afirmou preocupado.

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