As Olimpíadas chegaram, e o Rio de Janeiro já pode amargar, mas dessa vez não pelas cervejas lupuladas produzidas por micro cervejarias cariocas, e sim pelo risco das cervejas secarem devido ao excesso de turistas.

Políticos da oposição criticaram a falta de planejamento da cidade para receber as Olimpíadas.

-O Rio de Janeiro possui 6,5 milhões de habitantes, e só de turistas hoje temos o dobro dessa quantidade. Mesmo considerando que um terço da população carioca foi aproveitar o recesso na Região dos Lagos, mais precisamente em Iguaba, a cidade ainda está com quantidade de pessoas muito acima do limite suportável. Sem contar que os cariocas que permaneceram na cidade estão enchendo a cara por causa do excesso de feriados decretados pelo prefeito – afirmou Barcelo Aleixo, candidato à prefeito nas próximas eleições pelo PSoL (Pilsen Socializada dos Libertários).

O prefeito Edinardo Saaz minimizou as críticas, afirmando que o PSoL não sabe fazer conta, pois todos os seus militantes são de humanas. Ele reconheceu, no entanto, que podem haver problemas de abastecimento.

-A prefeitura chegou a solicitar produção extra para as cervejarias, porém, devido à crise e questões burocráticas, os lotes atrasaram. Hoje, mesmo com contingente extra, as cervejarias não chegaram nem na etapa de fervura, o que inclusive prejudica a produção de outros lotes. A questão é que a cidade tem estoque, mas o que está atrapalhando mesmo é a delegação da Irlanda, que bebe mais do que treina – afirmou Edinardo Saaz, prefeito a cidade.

O risco de ficar sem cerveja levou os cariocas à uma maratona etílica, e a Força Nacional já colocou policiamento nos principais bares da cidade. A prefeitura de Maricá aproveitou o momento e criou o slogan “Vem pra Maricá, pois aqui tem cerveja”, e muitos turistas já foram pra lá.

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