Dalton Daumaskol passou a tarde inteira da última quarta-feira no Google, buscando provas contundentes sobre uma possível fraude que ele garante acontecer na fórmula das cervejas Brahma e Skol. A desconfiança de que ambas seguem exatamente a mesma receita, porém são vendidas com rótulos diferentes, tira o sono do procurador, que inclusive já pediu a condução coercitiva das duas ao garçom de um bar próximo de sua residência, alegando precisar realizar um teste cego.

-Esse tipo de pratica é muito comum, onde a cervejaria tira do mesmo tanque a cerveja que é vendida com rótulos diferentes. Não tenho provas, mas estou convicto – disse Daumaskol, enquanto condizia uma degustação vertical de Skol Beats e Smirnoff Ice.

Segundo o promotor, essa prática vem sendo copiada inclusive por microcervejarias, como é o caso da carioca Allegria, que fornece a mesma Pilsen para as cervejarias Perplexo do Alemão e Maneiríssima, configurando a maior terceirização de diacetil já registrada na história do mercado cervejeiro.
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