O momento tão esperado por cervejeiros do Brasil enfim chegou, o presidento Michel Tremens sancionou a lei que inclui as microcervejarias no Simples. No entanto, um veto de última hora deixou de fora as cervejas consideradas complexas.

Segundo o texto da lei, somente receberão o benefício as cervejas que forem produzidas com, no máximo, um tipo de cevada, um lúpulo e uma levedura. Processos como dry hopping ou envelhecimento em barris, que contribuem para a complexidade da cerveja, receberão um imposto calculado a parte, ainda a publicado.

“Apesar do contratempo, estamos mudando nossas receitas e faremos muita Pilsen com Saaz daqui em diante, buscando sempre atender o paladar do consumidor”, afirma Manuel Di Cavalcanti, da cervejaria Cabra Azul, já se recuperando da perda de incentivos da Lei Rouannet.

Ainda há uma discussão rondando especialistas do setor a respeito das cervejas Lager. Segundo o PMBS (Prazeres de Mesa Beer Standards), existem os estilos de cerveja Pilsen e Lager, que também é Pilsen, ou não. A aplicação do Simples Nacional será publicada no próximo guia de estilos, previsto para o próximo ano.

Apesar da limitação nas cervejas, o IBGE (Instituto da Breja Gelada Estupidamente) prevê um aumento no número de cervejarias no Brasil. Projeções mais conservadoras estimam que em 2023 exista uma cervejaria para cada brasileiro em idade ativa para beber, superando até o número de telefones celulares.

Um ponto a ser regulamentado pelo governo é o uso de leveduras belgas ou brettanomyces, que podem deixar a cerveja mais complexa contra a vontade do cervejeiro. Uma alternativa é a produção usando apenas leveduras americanas, consideradas insípidas, incolores e inodoras.

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