Hop heads do Brasil inteiro, e inclusive de fora, aguardaram o IPA Day 2016 com brilho nos olhos que reluz que nem riqueza, asa do nosso destino, clareza do tino, pétala de estrela caindo bem devagar. Tudo isso devido ao sucesso das filas na edição anterior. Porém, um clima estranho que invade e fim, tomou conta do local. Logo via-se a expressão descontente nos rostos dos presentes, que entre surpresos e desolados, buscavam uma justificativa para os copos cheios em suas mãos.

A ausência de fila roubou o encanto do evento, bem como o meu jardim da vida, que ressecou ou morreu. A essência, a alma robusta e humana do IPA Day se foi. Dava para ver o tempo ruir… cadê você? Que solidão! Cadê você, fila?! Mas pelo menos o copo de azeitona permaneceu, desaguando em mim, que sou oceano, e salvando de alguma forma a vibe vintage e hipster do evento mais amargo do Brasil.

Não sei ao certo, é inexplicável como a tez da manhã, mas pelos corredores do festival dava para ouvir o silêncio ensurdecedor e constrangido dos frequentadores, pensando o quanto era estranho olhar aquele copo cheio, que ora poderia ser até mesmo metade vazio, metade tristeza e outra metade alegria. É sempre bom lembrar. Parece viagem, mas o copo vazio era o que dava liberdade ao conceito da festa, abrindo a imaginação para aquilo que quisesse, e também seguindo uma tendência da gastronomia invertida, bem como a primeira cerveja em forma de espuma, lançada recentemente  pelo Chef Rolex Atalaia, explorando os diversos sentidos na degustação.

Mas houve um ponto alto na festa, onde o clima de nostalgia tomou conta daqueles que ali estavam presentes, dando sinais que confundem da cabeça aos pés. Ao anunciarem a Lizona, da cervejaria Paradigma, houve correria, suor e… fila! Todos a devorariam a qualquer preço, porque te ignoro ou te conheço, quando chove ou quando faz frio. Essa cerveja foi pensada por Deus, que fez a Via-Láctea, fez os dinossauros, e sem pensar em nada fez a Lizona e nos deu.

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