A Ordem Trapezista Internacional vai proibir os ateus de consumirem suas cervejas sagradas. Segundo o monge trapezista Bernardus Vleteren, trata-se de uma resposta da ordem monástica à recente compra da DeuS pela AmBev e sua imposição da expressão “Glória à AmBev” aos consumidores.

– Não podemos mais aceitar que essas pessoas que têm passagem garantida para o inferno consumam nossas sacrossantas bebidas. A partir de hoje, todos os mosteiros afiliados à nossa ordem exigirão certidões de batismos, comunhão e crisma para quem quiser comprar nossos produtos. Os desgarrados que bebam essa tal DeuS, que aliás, de divina, não tem nada! – vociferou.

Um pequeno grupo de cervejeiros caseiros extremistas, de doutrinas diversas, se uniu com o propósito de tentar dar um fim à essa imposição, como explica a cervejeira alemã Senfena Vida.

– Não precisamos seguir estes dogmas religiosos para beber uma Trapezista. Nós mesmos fazemos a nossas próprias cervejas religiosas, que são muito melhores do que estas feitas por monges. O homebrewing veio para revolucionar o mercado e espalhar a liberdade de fé com Dry Hopping.

A Ordem Trapezista diz que em represália aos extremistas irá se utilizar da técnica de Dry Crossing, na qual um crucifixo é mergulhado no tanque de fermentação, para que todos os descrentes sintam um extremo Harsh ao beber de suas cervejas, enquanto benevolentes almas sentirão um toque aveludado como a caricia de um anjo.

Uma pesquisa encomendada pelo Cervejonalista demonstra que o número de fiéis à Ordem Trapezista é cada vez menor. Já o número de cristãos que publicam fotos ostentando a DeuS e satânistas, Duvel, só pra provocar é cada vez mais expressivo. Os agnósticos estão no meio termo, como sempre. 

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