Numa operação ordenada pelo juiz Sérgio Mosto, a polícia federal prendeu Berliner Farinha, proprietário da cervejaria Ciudad Imperial. Pesam sobre ele acusações graves de descumprimento de leis ambientais, principalmente no escoamento das cervejas produzidas pela sua marca.

-Verificamos o esgoto, e estava tudo certo. Em seguida fomos na área de despejo de resíduos da cervejaria, e constatamos que, mais uma vez, estava tudo certo. Porém estávamos intrigados com o mau cheiro que saía da linha de envase, e lá constatamos o perigo, e o tamanho descaso: a quantidade de off-flavors que saía da Pilsen era impraticável, e certamente oferece grande risco à saúde do consumidor, bem como ao meio ambiente, uma vez que retorna à natureza em forma de urina. Diante disso a justiça já lhe condenou à dez anos de prisão – afirmou o Hipster da Federal, responsável pela prisão, que se mostrou muito decepcionado por não ter IPA na cervejaria.

Hoje, numa apresentação de PowerPoint, o promotor do caso defendeu a tese de que, por ser sobrinho do dono do Conjunto Petrópolis, Berliner deve acumular, além dos dez anos pela Pilsen, também mais dezesseis anos de prisão pela Itaipólvora, podendo estender até mais vinte anos pela Itaipólvora Light. Os advogados do réu questionaram a rapidez da condenação, tendo como resposta que o judiciário seguiu com rigor o calendário de fermentação da cervejaria Ciudad Imperial. A equipe do Cervejonalista tentou contato com os advogados, mas não houve retorno.

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