Por iniciativa da empresária Elisa Torrando, um grupo de vinte bares paulistanos se juntou para fazer concorrência direta ao EAP (Estabelecimento Altamente Procurado), sob a alegação de que este monopoliza os lançamentos cervejeiros na capital. Batizado de Coletivo Beijinho no Ombro, o grupo escolheu Valeska Popozuda como embaixadora, que é para o recalque passar longe. Por meio de textão no feicibuqui, Elisa falou com o Cervejonalista sobre as regras e também sobre a festa de lançamento do coletivo, que, curiosamente, acontecerá no EAP.

-Não conseguimos entender como as cervejarias só escolhem um bar para fazerem seus lançamentos. Será que é porque levam em conta que o bar possui dez anos no mercado? Será que é porque o bar chama a imprensa, patrocina degustação e não deixa para pagar boleto um mês depois? Honestamente, isso é só detalhe. Temos alma de cervejeiro caseiro, e valorizamos as condições adversas. Por isso obrigamos as cervejarias a oferecerem seus lançamentos para todos os bares do Coletivo Beijinho no Ombro, e se deixarem de vender para um, automaticamente serão boicotadas por todos os outros durante dois meses, além de ganharem plaquinha de bobos e cara de melão, que serão postas nas paredes, em forma de letreiros luminosos. Estudamos também, após o boicote, a possibilidade de servirmos as cervejas em copos sujos e congeladas. As regras começarão a valer a partir da próxima quinta-feira, quando faremos nossa festa de lançamento do grupo no EAP. Sabe como é, né… lá eles chamaram a imprensa e vão botar umas cervejinhas pra os convidados – afirmou Elisa Torrando.

Cervejarias artesanais em todo o Brasil já estão articulando uma resposta à iniciativa, e cogitam colocar na lista negra os bares que não comprarem seus lançamentos.

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