Formado pelo Prostitute Of Beer, o çommeliê Contreiras Bando foi detido na última terça-feira, quando chegava ao Aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, portando doze garrafas de Westvleteren XII e oito de Dogfish Head 90 Minute IPA, que seriam vendidas por preços superfaturados no mercado paralelo. Seu advogado, Murilo Beltramoney, pediu cela especial para Contreiras, uma vez que seu cliente possui diploma de çommeliê, porém o pedido foi negado pelo juiz Barcelo Breta Nomice.

-Pagando cerca de quatro mil reais por um curso de çommeliê, creio que meu cliente mereça um tratamento mais decente. São 70 horas de curso, então exijo, no mínimo, uma cela com frigobar, Wi-Fi e televisão para assistir os episódios do Cervejantas. Já entrei com uma ação no PROCON (Procuradoria Reguladora de Ostentações  Cervejeiras para Otários Natos) exigindo os devidos direitos! – afirmou Beltramoney, que misteriosamente, até o momento da publicação, não mandou boleto cobrando pela declaração.

Através das redes sociais, amigos de Contreiras lamentaram sua prisão, e ressaltaram as dificuldades enfrentadas por quem acaba de se formar em um curso de çommeliê.

-Lamentável. Me formei na mesma turma que ele, e me vi na situação de ter que criar um blog para tentar sobreviver com garrafas enviadas. Com o fracasso de visualizações, cheguei pedir provinhas em festivais de cerveja, e hoje cheguei no fundo do poço, bebendo diariamente a TherezIPA, produzida na Região Serrana do Rio de Janeiro. #ForçaContreiras #ÇommeliêVítimaDaSociedade #LiberdadeParaContreiras #DiplomaTemQueValer – escreveu Mem Digo de Sá.

Contreiras já deu entrada em Bangu 8 e teve  a cabeça raspada, bem como sua barba de hipster çommeliê. O diretor do presídio autorizou que trocassem o pão com manteiga do café da manhã por uma lager com diacetil, e no almoço um agente penitenciário precisou conter Contreiras, que por não poder fotografar o prato, teve uma crise de abstinência.

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