O sommelier e economista Gastão Dotudo Combreja se viu numa situação apavorante ao verificar seu extrato bancário e perceber que 99,3% de sua receita se resume a compra de cervejas. Ainda impressionado com o volume de gastos, Gastão falou com a equipe do Cervejonalista.

-Levei um susto, obviamente, porém eu já desconfiava que algo do gênero estava acontecendo. Outro dia o gerente da minha conta me telefonou perguntando se eu autorizava a liberação do cheque especial, e eu, fissurado por cerveja, autorizei acreditando que se tratava de um rótulo especial. Não bastasse isso, me perguntou também se eu queria usar meu LIS, e mais uma vez, achando que era uma sigla de cerveja, liberei novamente. A conclusão é que hoje estou falido, devendo muito, e o pior: sem dinheiro para comprar queijos e peixes exóticos para harmonizar nas fotos do Instagrão – lamentou Gastão Dotudo Combreja.

Para se adaptar à nova realidade, Gastão agora pergunta diariamente no grupo Abreviadores de Cerveja se vai rolar promoção do Pão de Açúcar, e também substitui a harmonização com pratos por harmonização com paisagens. O economista ainda não falido Samuel Adams Smith comentou sobre a solução encontrada.

-É assustador que um economista formado tenha chegado a esse ponto, porém somos de carne e osso, né. A solução encontrada por Gastão é louvável, e bastante praticada por alguns aficionados por harmonização. Mureta da Urca, por exemplo, no Rio de Janeiro, já está equivalente à queijo Chimay na tabela Harmônica de comparações (THC)- afirmou Smith.

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